Boa noite leitores! Convido todos vocês para acompanhar e se inscreverem em meu canal no Youtube. Na postagem de hoje, deixo o vídeo sobre a tão falada Era de Aquário. Aproveitei o período de grande aglomeração planetária nesta morada de Saturno, que ocorreu na última semana, para gravar este material. Abordo alguns conceitos importantes sobre Astrologia Mundial, incluindo o movimento precessional da Terra, Ayanamsa, zodíaco tropical e sideral e as Grandes Conjunções. Confiram! Abraços a todos!
sábado, 13 de fevereiro de 2021
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
A Grande Conjunção Júpiter-Saturno de 2020
No dia 21 de dezembro de 2020, às 15h20min, ocorreu a conjunção exata entre Júpiter e Saturno no primeiro grau do signo de Aquário. Os dois cronocratas se uniram neste signo de ar e marcaram a troca definitiva da triplicidade das grandes conjunções. Em 31 de dezembro de 1980, a Grande Conjunção ocorreu em Libra, abrindo um novo ciclo de conjunções no elemento ar. Em 28 de maio de 2000, o encontro se deu em Touro, retornando à triplicidade de terra. A conjunção do ano de 2020 retorna ao elemento ar e assim permanece até o ano 2219, quando Júpiter e Saturno formarão uma conjunção em Escorpião, abrindo o próximo ciclo conjuncional de água.
A conjunção Júpiter-Saturno de 2020 representa a consolidação dos processos iniciados na configuração de 1980, brevemente interrompidos pelas duas décadas que estiveram sob a égide do elemento terra. Classicamente, observando os escritos de Abu Ma’shar e William Ramesey, a mudança de triplicidade dos ciclos conjuncionais de Júpiter e Saturno costuma estar associada a uma série de eventos mundanos da maior relevância. Quedas e ascensões de dinastias, mudanças de direcionamento do poder e, no caso especial da triplicidade de ar, às pandemias que assolam a humanidade.
Realizando um breve histórico dos últimos ciclos conjuncionais dos dois grandes cronocratas, podemos resgatar algumas interessantes particularidades em seus eventos. As Grande Conjunções nos signos de fogo, dos séculos XVII e XVIII, parecem estar ligadas à queda do Absolutismo na Europa, à constituição dos primeiros Estados Nacionais modernos e aos seus processos revolucionais. Falo de Inglaterra e França. O período de conjunções Júpiter-Saturno nos signos da triplicidade de água marcou as grandes navegações ao longo dos séculos XV e XVI. Homens ao mar e expansão do mundo conquistado.
O último ciclo conjuncional Júpiter-Saturno em signos de ar, nos séculos XIII e XIV, foi marcado pelo êxodo rural, constituição e desenvolvimento de novas cidades, decadência do sistema feudal e pela maior pandemia de todas, a da peste negra. Duas pandemias já podem ser facilmente associadas ao novo ciclo de ar. A pandemia de HIV-AIDS começou em 1981, logo após a primeira conjunção neste elemento. No ano da troca definitiva da triplicidade, 2020, enfrentamos a grande pandemia de COVID-19. É interessante ressaltar que a primeira pandemia está longe de ser resolvida e segue avançando silenciosamente. A nova enfermidade é mais rápida e violenta, mas já há grandes avanços no desenvolvimento de vacinas e programas de imunização mundo afora.
A humanidade deverá estar preparada para estas ameaças a nossa existência ao longo deste ciclo de ar, que perdurará por mais dois séculos. Em um mundo cada vez mais populoso e aglomerado em imensas metrópoles, com severo impacto ambiental, destruição de biomas e coexistência mais próxima e inédita com outras espécies, a deflagração de novas enfermidades e pandemias mais perigosas deve gozar de máxima precaução. Este é um grande alerta para o ciclo conjuncional Júpiter-Saturno nos signos de ar.
Outra revolução bastante palpável, que nasceu sob a égide da conjunção Júpiter-Saturno de 1980, se refere à gênese e ascensão da internet e de toda a tecnologia informacional que vem tornando o mundo cada vez mais acelerado e multiplamente conectado nas últimas décadas. Durante a pandemia em curso, a virtualidade tomou maior corpo. Amizades e reuniões à distância. O HomeOffice veio para ficar e não haverá retrocedimento neste processo. Novas relações de trabalho, limites entre trabalho e descanso, extinção e criação de novos ofícios, inteligência artificial, ambiente financeiro virtual. Tudo isto está à mesa, em um processo de expansão e consolidação com velocidade maior do que costumávamos vislumbrar.
Gostaria de tocar também no tema das relações de poder internacionais. A conjunção Júpiter-Saturno de 1980 abriu a década que culminou com o final da Guerra Fria, com a queda da União Soviética e do bloco de países socialistas do leste europeu. Se instaurava a suposta Nova Ordem Mundial, multipolar e capitaneada pelos Estados Unidos. Todavia, algumas relações mais profundas aconteciam à margem do conflito que nunca ocorreu. Desde a década de 1970, em sua diplomacia triangular, os Estados Unidos se aproximaram da China, visando impedir uma reaproximação entre as potências comunistas continentais. À medida que desmoronava o segundo mundo socialista, a China fortalecia os seus motores e, aos poucos, se tornava a fábrica global.
Aparentemente, os Estados Unidos venceram o urso, mas ajudaram a fortalecer o dragão que, no futuro, iria lhe impor oposição e cheque. Na iminência da pandemia de COVID-19, Estados Unidos e China já travavam uma guerra comercial e econômica. Primeira e segunda economias do mundo, respectivamente. O desastre sanitário de 2020 acabou por colocar os Estados Unidos em uma posição de maior vulnerabilidade, enquanto a China, apesar do desgaste internacional inicial, parece ter saído geopoliticamente mais forte. Ascensão e queda de potências, novas dinastias, novos direcionamentos globais de poder. Os mestres já haviam alertado. Bom ou mau, não me parece justo – e nem sábio – qualificar desta forma as mudanças que estão ocorrendo.
Agora, nos debrucemos rigorosamente sobre a técnica astrológica mundana. Para os autores clássicos, existe uma hierarquia solidamente estabelecida para a interpretação e julgamento das conjunções – não apenas a Grande Conjunção, mas todas as demais. No que concerne às conjunções Júpiter-Saturno, a principal delas é a que ocorre em Áries, abrindo o ciclo da triplicidade de fogo, no primeiro signo zodiacal, o ascendente mundano. Também são mais relevantes as conjunções de Júpiter e Saturno quando há troca de elemento e se abre um novo ciclo de uniões. William Ramesey, em sua obra “Astrology Restored” relata como exemplo as Grandes Conjunções ocorrendo no primeiro grau ou no primeiro termo de um signo pertencente à nova triplicidade que abrigará as uniões subsequentes.
Em 1980, a conjunção Júpiter-Saturno se configura pela primeira vez em séculos em um signo de ar. Todavia, esta união não ocorreu no primeiro grau ou no primeiro termo do signo de Libra. A Grande Conjunção de 2020 cumpre com tais critérios, pois se deu no primeiro grau de Aquário. Ressalto, ainda, a singular proximidade dos dois grandes cronocratas na configuração, separados por alguns minutos de declinação na eclíptica. A olho nu, no dia 21 de dezembro, a Grande Conjunção parecia conceber a imagem de apenas um único astro. Em 1980, não houve tal proximidade. Com base em tudo que foi dito, me parece que a conjunção de 2020 pode ser mais importante em seus significados do que a sua antecessora, no mesmo elemento.
De acordo com os ensinamentos de Abu Ma’shar, a conjunção Júpiter-Saturno sempre é analisada em consonância com a carta do ingresso solar em Áries mais próximo. Chama a atenção, no caso da Grande Conjunção de 2020, o fato de sua perfeição ter se dado no dia do ingresso solar em Capricórnio. Penso que a comparação de tal configuração com a carta de ingresso citada é bastante pertinente no que se refere a prognósticos para os anos vindouros.
A carta do ingresso solar em Capricórnio, levantada para Brasília-DF, traz este mesmo signo cardinal no ascendente, com os dois cronocratas posicionados na primeira casa, à iminência de algumas horas da conjunção maior. Júpiter aparece elevado acima de Saturno em tal tema mundano e com maior latitude que o grande maléfico. Estas indicações poderiam nos levar a crer na possibilidade da preponderância de Júpiter sobre Saturno na conjunção.
Todavia, não podemos esquecer que Saturno é o mais lento de todos os planetas e naturalmente domina os demais. A conjunção se dá na principal morada saturnina, que é Aquário. Saturno tem maiores dignidades essenciais no local da conjunção e a domina. Há, certamente, uma relação de maior equilíbrio entre os dois significadores. Em Capricórnio, a conjunção assinalaria para um domínio saturnino total, com detrimento do poder do grande benéfico.
A presença de Júpiter e Saturno nos ângulos é assinalada por William Ramesey como indicadora do aparecimento de novos reis e profetas, representados pela triplicidade do signo que abriga a conjunção. Esta indicação é mais verdadeira quando aparente na carta de ingresso solar em Áries, mas, devido à singularidade que une a Grande Conjunção e o ingresso solar em Capricórnio, não podemos desprezá-la
Podemos aventar a possibilidade de fortes mudanças nos eixos de poder por aqui nas próximas décadas. Novas dinastias, impérios caindo. Saturno é o planeta regente da casa II e promete grandes reformulações na esfera econômica nacional, afetando amplamente a vida da população. Saturno predomina sobre Júpiter, mas não está mal colocado. Entendo que estas mudanças não tendem ao ruim como um todo.
A carta do momento exato da conjunção, levantada para a capital do país, pode ser utilizada em caráter complementar e com a finalidade de aferir outras nuances da configuração. Encontramos referência a tal procedimento na obra de Mashallah, ainda que tal autor tivera predileção pela utilização das cartas de ingresso solar em Áries em sua prática, em consonância com os demais mestres. Embora a correção maior da técnica recorra sobre análise das cartas de ingresso, devemos lembrar que as cartas de eclipse solar evocam o momento exato da conjunção ou da oposição dos luminares, encontrando respaldo desde a obra de Ptolomeu.
A carta astrológica do momento exato da conjunção traz o ascendente em Touro, com os dois cronocratas posicionados na casa IX do tema. Aqui, podemos pensar em mudanças e reestruturações envolvendo as instituições jurídicas, a educação superior e os temas filosóficos e religiosos no país. Júpiter aparece mais elevado no céu do que Saturno novamente. Saturno é o senhor do ângulo precedente à união dos cronocratas. Júpiter governa os termos do meio do céu e do ascendente, bem como, o local da Lua. Por este viés interpretativo, também há a indicação de um pouco mais de equilíbrio de poder entre os dois grandes senhores do tempo.
Um outro tema de máxima relevância que estará sob a esfera de influência das mudanças representadas pela Grande Conjunção de 2020 para o Brasil se refere ao governo e ao poder. Saturno tem dignidade maior de exaltação sobre o meio do céu da carta do ingresso solar em Capricórnio. O mapa da conjunção partil de Júpiter-Saturno apresenta o meio do céu em Aquário, governado pelo grande maléfico. A carta do ingresso solar em Áries de 2021 traz os dois cronocratas na casa XI, com a décima casa novamente sob a senhoria de Saturno.
O assunto é bastante extenso e complexo, e por isso vou falar mais a respeito sobre ele, especialmente acerca da contextualização da conjunção Júpiter-Saturno na carta do próximo ingresso solar em Áries. Aproveito a oportunidade para anunciar a minha participação com um artigo sobre a Grande Conjunção de 2020 na Revista Astrolábio, da astróloga Nicole Zeghbi. A publicação ocorrerá no mês de março. Avisarei a todos aqui no blog. Até breve, leitores!
sábado, 9 de janeiro de 2021
Os Trânsitos do Céu de Janeiro de 2021
O céu deste início de 2021 já trouxe algumas mudanças. Após um período de aproximadamente seis meses em Áries, seu domicílio diurno, Marte ingressou em Touro, uma morada venusiana na qual experimenta a debilidade maior de exílio.
Em seu trânsito por Touro, Marte se aplica por quadratura aos dois grandes cronocratas. O mau aspecto com Saturno, sem recepção e envolvendo signos que formam contra-antíscia, indica a possibilidade de rupturas, protestos, violência e disputas pelo poder.
No dia em que Marte ingressou em Touro, tivemos o episódio da invasão do Capitólio nos Estados Unidos. O aspecto exato ocorre na próxima quarta-feira, dia 13 de janeiro. É bom tomar mais cuidado com acidentes e evitar intervenções cirúrgicas até que Marte vá para o grau subsequente à quadratura. Isto já ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 15 de janeiro.
Na outra semana, Marte se lançará em direção à quadratura de Júpiter. Expansão do calor e da secura, belicosidade, militarismo. Na última vez que os dois planetas formaram uma quadratura partil, tivemos a grande explosão em Beirute, no Líbano. À época, Marte estava em Áries e Júpiter em Capricórnio. O aspecto agora não envolve a rapidez, a intensidade e a fluência da quadruplicidade cardinal. A configuração exata se dá no dia 23 de janeiro.
Os dois planetas inferiores também mudaram de signo. Mercúrio saiu de Capricórnio e foi para Aquário. Vênus deixou Sagitário e ingressou em Capricórnio. Maior domínio de Saturno sobre o céu, que já dispõe da maior parte dos planetas. As duas mudanças foram para melhor. Mercúrio deixou um signo que experimentava peregrinação e agora ocupa um local de sua triplicidade noturna. O elemento ar favorece a expressão mercuriana. Vênus deixou de peregrinar por Sagitário e agora goza de triplicidade diurna em Capricórnio, um signo feminino.
Mercúrio formou uma quadratura sem recepção com Marte logo no início de sua jornada por Aquário. Esta é uma configuração ligada a mentiras, enganos e roubo. Agora, Mercúrio se aplica a Saturno, formando uma conjunção exata com o seu planeta dispositor. Saturno recebe Mercúrio em Aquário e os dois planetas costumam se entender. Em locais de baixa luminosidade e horizonte limpo, será possível observar Mercúrio ao lado dos dois cronocratas a oeste. Mercúrio e Saturno são uma dupla ligada aos estudos e ao conhecimento mais aprofundado.
Neste momento, temos um grande trígono envolvendo Vênus e Marte, a partir dos signos de terra que ocupam. Vênus está na exaltação de Marte, enquanto Marte está no domicílio noturno de Vênus. Há uma recepção mútua configurada, que poderia ser melhor em suas representações de Marte não estivesse exilado. A malícia é dissolvida em parte. Concordância e entendimento. Acordos.
Em fevereiro teremos uma aglomeração
total de planetas em signos fixos. Um assunto para mais adiante. Os
signos cardinais representam movimento e ações. Quando o Sol
ingressa nestes signos, muda a estação do ano. Os signos fixos
representam manutenção e estabilidade. A plenitude estacional. Os
signos bicorpóreos indicam oscilação e dubiedade. A estação do
ano começa a enfraquecer e temos manifestações de ambas, vigente e
vindoura. Ênfase fixa em fevereiro, em seus predicados e defeitos. A
grande aglomeração de Aquário.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
O Eclipse Solar do Dia 14 de Dezembro de 2020 - Algumas Notas Pessoais e Mundanas, Incluindo o Cometa Erasmus
Hoje à tarde temos eclipse total do Sol. É o segundo do ano e o primeiro que afeta o continente sul-americano. No início deste mês escrevi um artigo sobre tal fenômeno e que vocês podem encontrar aqui em meu site
A ocultação do luminar diurno ocorre no 24º do signo de Sagitário. Para além das previsões mundanas indicadas, muitos me questionam acerca das possíveis implicações pessoais do eclipse, em suas natividades.
E eclipse é um evento astrológico dos mais importantes. Menor do que a grande conjunção que se aproxima, com toda a certeza. Entretanto, a escala destes eventos, assim como a dos ingressos solares, afeta o planeta em sua estrutura física, bem como, as suas populações e os demais seres vivos.
Ptolomeu assevera que um eclipse dos luminares pode ser pessoalmente importante se envolver, através de conjunção ou oposição, o ascendente, o meio do céu, o Sol e a Lua. A ênfase maior se dá quando há envolvimento dos luminares, para este autor.
Eu acrescentaria a Parte da Fortuna e, também, outros planetas relevantes e pessoais da carta natal, como o senhor do ascendente e o Almuten Figuris. Se tais astros estiverem ativos pelas técnicas preditivas maiores, como as Direções Primárias e Firdaria, este toque dado pelo eclipse pode representar mais energia e movimento aos planetas ativados nos próximos meses.
Todavia, o tamanho da natividade também deve ser mensurado. Estamos falando de um homem comum, sem poder de decisão sobre o destino de muitas pessoas ou de um rei ou presidente de uma nação qualquer? Os resultados pessoais de um eclipse serão completamente distintos em magnitude, conforme a natureza e dimensão da genitura.
O rei poderá criar uma onda que afetará milhões de pessoas. O homem comum pode ser uma das pessoas mais afetadas por esta onda, criada pelo monarca. Aqui, pensando em duas natividades fortemente movimentadas por um eclipse, mas com projeção mundana totalmente oposta.
Agora, eu gostaria de tecer mais algumas ideias sobre outras particularidades do eclipse de hoje, em termos mundiais. Em que pese toda a calamidade que acompanhou o ano de 2020, o céu nos foi generoso com belos espetáculos. Além de eclipses, experimentamos o aparecimento de cometas, caso mais expressivo do Neowise, que brilhou forte pelos céus após o grande eclipse solsticial do último dia 21 de junho. Teremos a grande conjunção Júpiter-Saturno em uma semana também.
Chama a minha atenção o recém descoberto cometa Erasmus, que adentra a órbita de Mercúrio e conquista maior magnitude durante as madrugadas que antecederam o eclipse solar de hoje. Erasmus é visível logo antes do nascer do Sol, passando por Sagitário, o signo do eclipse.
Registrado a olho nu e através de fotos, Erasmus apresenta a cor verde, análoga a Júpiter, de acordo com William Lilly. Mercúrio também é relacionado como regente de outros tons esverdeados. Podemos vislumbrar isto na obra de Vettius Valens. Para outros, como Al Biruni, é Vênus quem possui a regência sobre o verde e suas variantes. Todavia, o mesmo autor relaciona pedras preciosas e compleições da cor verde ao planeta Mercúrio.
Tal cometa apareceu no oriente hoje, antes do Sol cruzar o ascendente. Ptolomeu assevera sobre a importância de tais corpos celestes, visíveis no dia ou no momento do eclipse dos luminares. A orientalidade concede uma representação rápida a Erasmus. Ptolomeu relaciona tais corpúsculos a Mercúrio e a Marte, com indicações de produção de secas, clima quente e belicosidade.
Um corpúsculo de tão pequena magnitude é de tamanho grau de dificuldade de observação em grandes e médios centros urbanos contemporâneos. Entretanto, devemos observar e analisar os céus do mesmo modo que faziam os grandes mestres mais remotos da Astrologia, livres da poluição atmosférica e luminosa. Analisando o eclipse de hoje e observando a aparição de um cometa no oriente, certamente fariam as suas pertinentes considerações.
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
O Eclipse Total do Sol do Dia 14 de Dezembro de 2020
No próximo dia 14 de dezembro, às 13h16min pelo horário de Brasília, ocorre o eclipse total do Sol, no 24º do signo de Sagitário. O fenômeno será visível em exclusividade no continente sul-americano. Apenas a Colômbia, a Venezuela, o Suriname e as Guianas não terão nenhum grau de obscurecimento do luminar diurno.
O eclipse solar afeta, com maior ênfase, o Chile, a Argentina, o Uruguai e o Brasil em sua porção meridional. Ptolomeu, em seu Tetrabiblos, relaciona o signo de Sagitário e Júpiter, dispositor do eclipse, a países europeus contemporâneos, como a Itália, Espanha e Portugal. Na obra “Astrology Restored”, de William Ramesey, editada em seu quarto livro por Steven Birchfield, são adicionadas as regiões que correspondem à Hungria, Croácia e à República Tcheca.
A carta do eclipse solar levantada para Brasília-DF apresenta a conjunção dos luminares na casa IX. Todavia, por graus antíscios, o eclipse toca o meio do céu do tema, que está colocado em Capricórnio. Esta morada saturnina abriga os dois cronocratas, que se preparam para formar a grande conjunção sete dias depois, em Aquário.
Na casa IX, o Sol e a Lua estão ligados por conjunção a Mercúrio. O nodo eclipsante é a Cauda do Dragão, mais maléfica e representativa de diminuição e perdas. A nona casa pode indicar aflições e acontecimentos permeando a seara jurídica e legal do país, bem como, as universidades, o pensamento filosófico e temas religiosos.
Saturno é o planeta que governa os termos do eclipse solar, possuindo poder de regência sobre o ângulo posterior à ocultação do Sol, que é o meio do céu. Em minha análise e seguindo a ótica ptolomaica, Saturno é o principal regente do eclipse. Júpiter é o co-regente, pois dispõe por domicílio do local do eclipse.
A conexão do grau do eclipse solar por antíscios com o meio do céu deste tema mundano, considerando a regência de Saturno sobre o eclipse e a colocação do maior astro maléfico na casa X, indica problemas severos para os governos das regiões afetadas pela ocultação do Sol, seja pelo obscurecimento ou pela relação direta dos países com o signo zodiacal que abriga o fenômeno.
Marte aparece disposto na primeira casa, em seu domicílio diurno, no signo de Áries, recebendo um trígono dos dois luminares. A força e proeminência de Marte na carta pode indicar protagonismo das forças militares e policiais durante a vigência do eclipse. Também pode indicar o povo mais revolto e ávido por protestos e mudanças.
Marte ensaia uma quadratura com os dois cronocratas a partir dos signos cardinais. Tal aspecto se formará, contudo, quando os três planetas superiores estiverem em signos fixos. Mercúrio e Marte formam um trígono exato a partir de signos de fogo. Mercúrio é o planeta regente da casa VI e Marte é um significador essencial de enfermidades e pestes. Me preocupa o novo fortalecimento da pandemia de coronavírus. As regiões obscurecidas ou relacionadas ao signo de Sagitário devem ficar sob grande alerta.
A ocorrência do eclipse do Sol na casa IX promete os eventos mais importantes para o segundo terço do período de vigência do eclipse, de acordo com Ptolomeu. A duração do eclipse fica em torno de duas a duas horas e meia. Realizada a devida conversão, dois anos a dois anos e meio de vigência. Um assunto para o ano de 2022 no Brasil, principalmente.
De todo o modo, os eclipses sempre possuem seus efeitos mais imediatos, e a ocorrência de eventos relevantes logo após o fenômeno é bastante comum. Há muita energia envolvida em um eclipse solar em um signo de fogo, ligado a Marte em um ângulo. Possibilidades de incêndios de maior proporção, panes tecnológicas e movimentações de forças armadas estão à mesa.
É preciso lembrar que Marte, através de seu trânsito pelo signo de Áries em dezembro, se aproximará de uma oposição com Mercúrio e uma quadratura com Júpiter e Saturno, ambos do último ingresso solar em Libra. O eclipse solar do próximo dia 14 de dezembro joga mais lenha nesta grande fogueira.
De acordo com William Ramesey, eclipses do Sol na terceira face de Sagitário podem prejudicar grandes animais e exércitos. Ptolomeu classifica estão porção da principal morada de Júpiter como abrasante. Na revisão de Steven Birchfield sobre a obra de Ramesey, verificamos outras importantes indicações sobre a triplicidade na qual ocorre a ocultação do luminar diurno.
Para este autor e de modo afinado com a posição extremamente forte de Marte no ângulo da carta, há indicação de movimentações de exércitos, morte de gado e reis. Também existe o aceno de conflitos, em termos gerais, principalmente envolvendo o povo e a nobreza. O eclipse está ligado ao meio do céu por antíscios.
A triplicidade de fogo, quando abriga eclipses, também ameaça com febres agudas e doenças epidêmicas. Como há uma pandemia de grandes proporções em curso, reafirmo as necessidades de redobrar cuidados. Em um verão que se aproxima sob influência do fenômeno La Niña, provavelmente o sul do Brasil e os países mais meridionais do continente sofrerão com um verão mais quente e seco. Escassez de chuva é prometida pelo eclipse do Sol em Sagitário, ligado a Marte em Áries em um ângulo. Signos de fogo, quentes e secos, em proeminência.
Sobre as estrelas fixas, registro a presença da estrela Vindemiator no descendente da carta do eclipse. Esta nomenclatura é clássica, dada por Ptolomeu. Atualmente a estrela é mais conhecida como Vindemiatrix. Se trata da segunda estrela mais brilhante da constelação de Virgem, alinhada com o plano eclíptico. Vindemiator é tomada como da natureza de Saturno e Mercúrio por Ptolomeu. É basicamente uma estrela fixa saturnina e maléfica, significadora de falsidade e perdas.
domingo, 29 de novembro de 2020
Astrologia Horária – Manuela d’Ávila Será Eleita Prefeita em Porto Alegre?
Hoje, pela madrugada, após me deparar com uma notícia de empate técnico entre os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições municipais em Porto Alegre, levantei esta questão acerca da postulante ao cargo de chefe do Poder Executivo na capital gaúcha.
A questão foi levantada às 01:10’45” e o mapa apresenta o ascendente no 14º do signo de Virgem. Mercúrio rege o ascendente e governa a hora, indicando radicalidade para o tema horário em tela.
Atribuí a casa I e seu senhor para Manuela e a casa VII e seu governante para seu oponente, Sebastião Melo. Mercúrio aspecta o ascendente da carta através de um sextil, testemunho este que lhe concede a posição de principal representante de Manuela na carta.
A Lua é outro significador da postulante. Vênus também, pois é o planeta do qual o luminar noturno se separa e, de acordo com William Lilly, deve ser igualmente considerado. Melo é inevitavelmente representado por Júpiter, senhor e almuten da casa VII e planeta ao qual a Lua se aplica, conforme preceitua Lilly.
Mercúrio, principal representante de Manuela na carta, está posicionado em Escorpião, peregrino e cadente na casa III. Mercúrio se separa de um sextil de Júpiter, que está em queda, no signo de Capricórnio, na casa V, com Saturno e receberá uma aplicação da Lua, por oposição, antes de formar um sextil com o grande maléfico.
Mercúrio rege o ascendente e a casa X, e esta determinação simultânea à postulante e ao posto almejado seria muito positiva para Manuela. Todavia, Mercúrio está muito frágil na carta. Cadente e peregrino, não tem poder. A perfeição para a realização da questão é negada Se separa do que é bom (Júpiter), recebe oposição das massas (Lua) e se aplica a Saturno (maléfico, dificuldades, derrota).
Manuela d’Ávila será eleita Prefeita em Porto Alegre? - Pelotas-RS, 29/11/2020, 01h10min.
Júpiter, significador de Melo na carta, não está espetacular também. Em queda, o grande benéfico tem a sua virtude abatida. Entretanto, Júpiter está em uma casa sucedente e de boa fortuna, que é a V. Saturno, seu dispositor, o recebe em Capricórnio.
A Lua se aplica por trígono a Júpiter. Ainda que o aspecto fluente caia no exílio do luminar noturno e não envolva recepção, se trata de uma configuração mais afortunada do que a oposição que a Lua lançará a Mercúrio, cujos raios do luminar caem no local de sua queda.
A Parte da Fortuna está posicionada na casa VII e recebe um sextil de Júpiter, seu planeta dispositor e o representante de Melo. Tal lote colocado na casa VII, assistido pelo seu senhor, beneficia o concorrente de Manuela. A Lua, que governa a Fortuna por triplicidade participante, envia um afortunado sextil a este lote.
Mercúrio está mais fraco do que Júpiter na carta e é um planeta naturalmente inferior ao grande benéfico, pois se trata de uma comparação hierárquica entre um astro mais rápido e outro superior e lento. Vênus também não ajuda Manuela, em exílio e no local da queda da Lua, sem maiores conexões na carta.
Júpiter está em antíscio com o Sol, um significador essencial de poder. O antíscio de Mercúrio cai na casa VI, sem contatos bonificadores. O grau antíscio de Marte cai no ascendente da carta. Melhor para Melo, pior para Manuela.
Diante de tudo que foi apresentado até aqui, julgo que a candidata Manuela d’Ávila não será eleita Prefeita em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. É o que o céu me diz. Aguardemos os resultados.
sábado, 21 de novembro de 2020
Marte, La Fúria
Na última terça-feira, dia de Marte, ocorreu a tomada de movimento direto do menor astro maléfico. Após mais de setenta dias em retrogradação em seu domicílio diurno, no signo de Áries, Marte chegou a sua segunda estação no final da última semana, recuperando a direção do seu movimento.
O trânsito de Marte pelo signo de Áries vai se estender até janeiro de 2021. Chama a atenção o fato do pequeno maléfico transitar pelo 16º e 17° de Áries ao longo de todo o mês de novembro. Em termos natais, devem ficar atentos aqueles que possuem planetas importantes de suas natividades nestes locais ou nos demais signos cardinais. Isto é permeado por mais relevância se Marte é um senhor ativo durante o ano ou provoca, pelo seu movimento, aflição a um outro planeta fortificado através das técnicas preditivas.
Marte é um significador essencial de acidentes, perdas e enfermidades. A sua determinação natal, contextualizada na particularidade de cada genitura, é mais importante para fins de identificação dos temas para os quais este planeta estará efetivamente envolvido no mapa natal.
A primeira estação de um planeta costuma ter uma representação mais negativa. O astro está prestes a deixar o seu movimento direto e a assumir o movimento inverso pelo zodíaco. Há aceno de perda de força, poder e subjetividade. A segunda estação é oposta. O planeta para e começa a avançar na eclíptica, de oeste para leste. As indicações são de recuperação, vitalidade e assertividade. É o caso de Marte neste momento, que adquire uma conotação mais incisiva e resolutiva, típica de um planeta domiciliado, cardinal e concordante com as propriedades elementares do signo que governa.
No seu trânsito por Áries, entre o final de novembro e o início de dezembro, Marte irá formar uma quadratura com Saturno da carta do eclipse solar de 02 de julho de 2019, ainda vigente para a América do Sul. Saturno está na casa II, em Capricórnio e regendo-a. Dilapidação de recursos e notícias não tão boas para a Economia? Antes, Marte formará uma quadratura com Júpiter da carta do último ingresso solar em Libra. Júpiter está em Capricórnio, em queda, na casa II, ao lado de Saturno e regendo o ascendente. A pandemia volta a incomodar mais um pouco? Excesso de gastos? Nas duas configurações, Marte recebe Júpiter e Saturno no signo de sua exaltação, fato este que mitiga as suas manifestações mais perigosas.
sábado, 7 de novembro de 2020
O Ingresso Solar em Libra em 2020 – Eventos e Apontamentos Futuros
No último dia 22 de setembro, o Sol realizou o seu ingresso no signo de Libra. Apesar de ter gerado a carta em meu software, não tive a oportunidade para me debruçar sobre ela e lançar um artigo específico sobre sua interpretação à época. Todavia, eventos importantes que ocorreram na semana que finda hoje, me motivaram a escrever algumas palavras a título de aprendizado e exercício da técnica astrológica.
Os dois eventos marcantes ocorreram na terça-feira e ainda perduram em suas consequências. O Superior Tribunal de Justiça – STJ e outros diversos órgãos ligados ao governo federal e ao próprio sistema judiciário sofreram um ataque hacker em seus servidores e redes, que já é considerado o maior da história do país. O STJ foi a instituição mais afetada e a previsão atual é de que as atividades do órgão se normalizem na próxima semana.
O outro evento marcante diz respeito ao apagão energético no estado do Amapá. Um incêndio em uma subestação de energia elétrica deixou um dos estados brasileiros mais setentrionais não apenas às escuras, mas em situação caótica diante do desabastecimento de alimentos, água, medicamentos e combustíveis. As previsões de restabelecimento do fornecimento de energia informadas pelas autoridades não são positivas. Se fala em quinze dias, a contar da data de instauração da pane no sistema elétrico da região.
Mas, o que os dois eventos têm em comum? Em ambos os casos, o governo está diretamente envolvido, seja para apurar responsabilidades ou promover condições de sanar as graves falhas apresentadas. As redes de transmissão foram afetadas nos dois eventos, seja pela ação do fogo ou pelo plantio de um malware. Tecnologia presente em ambos.
Na carta do ingresso solar em Libra, encontramos o planeta Mercúrio em condição bastante comprometida. O astro mensageiro caminhava para o sitiamento, condição que abordei em minha página e que ocorrera um dia após o ingresso. Mercúrio, a partir de sua posição em Libra, se aplicava por quadratura a Saturno em Capricórnio e por oposição a Marte em Áries.
Mercúrio é o senhor da casa X na referida carta de ingresso e representa o governo durante os três meses de vigência do tema. Mercúrio é o astro que fala de telecomunicações e entendo que as redes de dados se encaixam muito bem aqui. As outras redes, de energia elétrica, também transmitem sinais, ainda que diferentes e em níveis de tensão infinitamente maiores. Todavia, também se trata de uma espécie de dados. Em ambos os casos, tecnologia e Mercúrio.
Marte é o planeta responsável por representar fogo e incêndios. Saturno fala a respeito de poder e infraestrutura. Conjugados e afligindo Mercúrio, os dois astros maléficos essenciais, dentre seus outros maus predicados, costumam indicar acidentes diversos conectados às áreas tecnológicas e informacionais, como apagões energéticos e quedas de sistemas.
Chamou a minha atenção o fato de que Mercúrio, que estacionava e recuperava o seu movimento direto, transitava muito próximo, por grau, de sua posição na carta do ingresso solar em Libra, reativando a má configuração com Marte e Saturno. Aqui, também ajudo a desfazer o mito das grandes calamidades conectadas a Mercúrio retrógrado. Os dois eventos severos ocorreram exatamente no dia em que o astro mensageiro se preparava para avançar em seu movimento.
Devemos ficar atentos a outros episódios de natureza análoga, pois a carta tem validade até o próximo ingresso cardinal do Sol, em Capricórnio. Temos eleições neste mês. Talvez, o risco seja maior em meados de dezembro, pois Marte vai se aproximar muito da configuração aflitiva que formava com Mercúrio e Saturno, avançando em seu trânsito pelo signo de Áries.
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
As Eleições Presidenciais dos Estados Unidos da América em 2020 – Estudo de Caso
No último dia 04 de novembro ocorreram as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Se trata de um processo extremamente disputado e com maior participação popular em mais de um século, conforme as apurações já contabilizadas nos revelam até o momento. À luz da Astrologia Tradicional, podemos realizar diversos caminhos para se tentar chegar à figura do próximo presidente eleito. Comecemos pela Astrologia Natal.
Donald Trump possui uma carta natal com o ascendente no último grau do signo de Leão. Sua aparência e temperamento excluem qualquer dúvida quanto à possibilidade de um ascendente no signo de Virgem. Trump nasceu com a estrela real Regulus em seu ascendente. Esta estrela fixa possui a natureza de Marte e Júpiter, de acordo com Ptolomeu, e promete ambição pelo poder, elevação e caráter exitoso. No meio do céu de sua natividade encontramos a estrela Algol, a mais maléfica de todas, que promete morte violenta e desgraças diversas.
A natividade de Donald Trump é diurna e o Sol, luminar condicional da carta, está colocado em Gêmeos, na casa XI, em conjunção à Cabeça do Dragão. Está forte, em signo masculino e sucedente. Forma um sextil com Marte, um trígono com Júpiter, o Almuten Figuris da natividade, e recebe a luz da Lua através de uma oposição, que tem poder de exaltação sobre o meio do céu de sua carta natal.
O período de cronocracia determinado pela Firdaria em 2016 era mais favorável a Trump do que o atual. Tínhamos a regência do Nodo Norte, que está afinado com o Sol em sua natividade. O luminar diurno é um significador essencial de poder e realeza. A Cabeça do Dragão tem o poder de amplificação análogo a Júpiter. Em 2020, com a Firdaria regida pelo Nodo Sul, que forma conjunção com a Lua e cuja natureza é semelhante a Saturno, a sorte e a popularidade são diminuídas.Durante a Firdaria do Nodo Norte, Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos pela primeira vez. A Firdaria que o atual Presidente experimenta no momento é a da Cauda do Dragão. Donald Trump nasceu durante um eclipse lunar, com a Lua conjunta ao Nodo Sul. Tal fator coloca o atual Presidente em afinamento maior com os acontecimentos mundanos mais drásticos, para sua sorte ou azar.
Joe Biden nasceu sob o ascendente em Sagitário, de acordo com os registros do Astrodatabank. O Sol, luminar condicional da carta, aparece em Escorpião, na casa XII. Apesar de ser um político de carreira, tal configuração, com a carta repleta de planetas cadentes e inconjuntos ao ascendente, sem apoio de estrelas fixas de maior relevância, acena para maior discrição e impopularidade. De fato, se trata de uma carta com capacidade de projeção muito menor do que a de Donald Trump.
Biden possui Saturno em sua casa VII, em conjunção com a estrela Aldebaran. Nesta morada terrestre, o grande maléfico fala mais a respeito de seus adversários políticos. Aldebaran possui a natureza de Marte, para Ptolomeu, e indica popularidade, sagacidade, inteligência e elouquência. Tais predicados recaem sobre seus adversários ou inimigos declarados. Saturno não possui nenhuma relação com o ascendente da carta.
Vamos analisar as Revoluções Solares e Profecções do ascendente. Começando por Donald Trump. A Profecção do ascendente chega à Libra, sua casa III natal. Tal ascendente aparece disposto na casa IV revolucional. O ascendente do mapa de Revolução Solar é Câncer, que corresponde à casa XII natal. Com a chegada da Profecção do ascendente à Libra, Vênus e Júpiter são candidatos a planeta regente do ano. Vênus rege Libra e Júpiter está neste signo na carta natal.
Júpiter me parece mais forte, por ocupar o ascendente profectado na natividade e por aspectar o ângulo em profecção com maior perfeição. Júpiter está em Capricórnio na carta revolucional, em queda e angular no descendente, que corresponde à casa VI de Trump. A Cauda do Dragão, que rege a Firdaria, está colocada na casa VI revolucional e retorna ao signo que ocupava na natividade do Presidente. Por conseguinte, o Sol se junta ao Nodo Norte, consoante ao tema natal.
O planeta regente da casa X natal, Vênus, aparece no signo de Gêmeos, junto com o Sol, mas distante de sua conjunção, em movimento retrógrado. Vênus caminha na direção de um trígono com Saturno, senhor da casa VII revolucional. Marte rege a casa X anual e aparece disposto na casa IX, no signo de Peixes, com a Lua. A Parte da Fortuna anual está colocada na décima casa.
A carta revolucional de Joe Biden, que perdura até o seu aniversário em quinze dias, apresenta o ascendente em Virgem, signo que corresponde à casa X natal do candidato do Partido Democrata. A Lua aparece em conjunção a este ângulo, denotando aumento de popularidade, considerando o direcionamento do meio do céu natal para o ascendente anual.
A Profecção do ascendente de Biden chega ao signo de Touro, que corresponde a sua casa VI natal. Neste local e na natividade, encontramos a presença da Lua e da Parte da Fortuna. Com a chegada da Profecção do ascendente a Touro, Vênus e a Lua são os astros candidatados ao posto de planeta regente do ano. A Lua parece melhor disposta para ser eleita, pois está colocada neste signo no mapa natal, lança um trígono a partir de sua posição revolucional e está angular no tema de revolução anual. Vênus, que pode ser tomada como um co-regente do ano, está colocada em Sagitário, em conjunção com Júpiter e disposta na casa IV revolucional, que corresponde ao ascendente natal de Joe Biden.
A natividade de Donald Trump, conforme já dito, possui maior capacidade de projeção e afortunamento mundano. Todavia, as predições não indicam uma fase favorável ao atual Presidente dos Estados Unidos. Joe Biden possui um céu natal mais modesto, com maior afortunamento e popularidade indicados pelo movimento de sua carta natal através das técnicas preditivas.
Levando o tema ao escrutínio da Astrologia Mundial, não se pode contar com a fidedignidade dos dados que geraram as cartas de independência – existem quatro diferentes, apenas desta – e da lavratura da Constituição dos Estados Unidos. Todas possuem classificação baixa no banco de dados do sítio Astrodatabank. O caminho mais correto é utilizar a carta de ingresso solar de 2020 levantada para Washington, capital nacional.
Tal tema mundano apresenta o ascendente em Escorpião, signo fixo, indicando a validade desta carta pelo período de um ano. O governo atual é representado pela casa X, colocada em Virgem e regida por Mercúrio em Peixes, colocado dentro da casa III, mas em sensível proximidade de orbe de conjunção com o Imum Coeli. Apenas meio grau separa Mercúrio e sua meia orbe do fundo do céu da carta.
A oposição é representada por Júpiter, em queda no signo de Capricórnio, em conjunção com Marte e colocado na casa II. Marte rege a décima casa a partir da casa IV, que indica, além do próprio país, seu povo e sorte, o êxito da oposição. Tal conjunção pode denotar afinidade entre os anseios do país e os ideais e propostas oposicionistas. A décima casa a partir da casa X é a sétima, regida por Vênus em Touro. A fortuna menor recebe uma quadratura da Lua, que representa o povo, as pessoas em geral e indica algum grau de popularidade para o atual governo. Vênus forma um trígono com a Parte da Fortuna da carta.
Outro caminho utilizado por mim foi através da Astrologia Horária. Levantei a questão em 02 de novembro, às 21h26min, hora local. Perguntei se Donald Trump seria reeleito Presidente dos Estados Unidos. A Lua governa a hora e ocupa a mesma triplicidade do planeta regente do ascendente, Mercúrio, sendo disposta por ele. A radicalidade é atestada. Não tenho predileção ou antipatia por nenhum dos lados na disputa. Dei a casa I e seu senhor a Donald Trump, detentor do poder e a casa VII e seu governante a Joe Biden, o desafiante. É interessante lembrar que o local do descendente da carta levantada corresponde ao ascendente natal de Biden, ratificando a representação do candidato na figura horária.
O ascendente do tema horário é Gêmeos e Mercúrio está em Libra, retrógrado e se separando de uma quadratura com Saturno. No ascendente encontramos a presença do luminar noturno, que se aplica através de um trígono partil a Vênus, que está domiciliada e angular no signo de Libra, na casa IV. A Cabeça do Dragão está na primeira casa e amplifica a representação do ente alocado nesta morada. Em contrapartida, o nodo sul se comporta de modo oposto em relação à sétima casa e seus representantes.
Para Donald Trump, seria positivo um contato do senhor do ascendente ou da Lua com o astro regente da casa X. Não há. Mercúrio retrograda, mas retoma o seu movimento direto antes de formar aspecto com Júpiter. Todavia, há um aspecto partil entre a Lua, um dos significadores de Trump, e Vênus, o Almuten do meio do céu da carta. Júpiter, planeta regente da casa VII e representante de Joe Biden, lança um sextil em direção ao meio do céu do mapa horário, local que rege. Júpiter está em queda, na maléfica casa VIII e ao lado de Saturno. Tais fatores o debilitam e o desafortunam.
Na décima casa encontramos Marte, o pequeno maléfico. Uma infortuna na casa X tem representação prejudicial a Trump. De modo oposto, a décima casa derivada a partir do descendente, que é a quarta, abriga Vênus, que é uma fortuna. Bom para Biden. Donald Trump é representado por um Mercúrio retrógrado, sucedente e em quadratura com Saturno, com recepção envolvida. Joe Biden é significado por Júpiter, igualmente sucedente, mas em uma casa desafortunada, que é a oitava, em queda e ao lado de um maléfico essencial. A Lua co-significa Trump e o seu contato fluente com o Almuten da casa X é positivo para o atual Presidente.
Resumindo toda a ópera. Pela Astrologia Natal, temos uma carta de maior destaque e potencialidades, que é a de Donald Trump. O seu momento, contudo, não é positivo pelas predições e Joe Biden leva boa vantagem aqui. Através da interpretação que pode ser realizada sob a ótica da Astrologia Mundial, Mercúrio, significador do atual governo, está no limiar para ser considerado um planeta angular na carta do ingresso solar em Áries deste ano. Júpiter, regente da oposição, está sucedente. A conjunção Júpiter-Marte afina opositores do governo com os anseios do país. Marte recebe Júpiter. O país recebe Joe Biden.
Se Mercúrio for considerado angular, em comparação à colocação de Júpiter em casa sucedente, vantagem e maior força para o governo. Como existe a diferença de meio grau para além da meia orbe de Mercúrio, a possibilidade de sua cadência pode ser aventada. Nas interpretações natais que realizo, assinalaria Mercúrio como um planeta angular, pois geralmente há algum grau de arredondamento no horário de nascimento para mais, em termos de minutos. Em Astrologia Mundial, o horário do ingresso do Sol em Áries não é variável e, a rigor de sua orbe, Mercúrio é um planeta cadente no tema mundano.
Através da Astrologia Horária, há maiores indicações que corroboram com a reeleição de Donald Trump. Mercúrio aparece mais afortunado na carta quando comparado a Júpiter e a disposição da Lua no ascendente, em trígono partil com Vênus, Almuten do meio do céu, é uma indicação mais sólida de vitória, em que pese a presença de um planeta maléfico essencial, Marte, na casa X, da carta horária. Neste caso, contudo, devemos ter em mente que questões horárias nas quais o astrólogo inquere e interpreta devem ser analisadas com muito cuidado e com ciência dos limites que tal procedimento pode gerar com relação à fidedignidade da predição assinalada.
Se trata de um tema espinhoso e com indicações muito divididas neste caso, sob a égide das vertentes natal, mundana e horária da Astrologia Tradicional, para ambos os candidatos, que vão ao encontro de uma eleição que está sendo disputada voto a voto em muitos estados-chave da eleição norte-americana e que pode ter desdobramentos judiciais, recontagem de votos e muita demora até à anunciação de um resultado oficial.
As chances matemáticas de acerto são de cinquenta por cento, no início do processo. Achar esta porcentagem correta, com fundamentação e obediência à realidade, é bem mais difícil, considerando todos os interesses que permeiam o processo eleitoral mais visado do mundo e os eventos mundanos maiores que podem virar um jogo ganho e derrubar uma vitória praticamente certa.
Neste momento de apuração dos votos, enquanto encerro este artigo, Joe Biden tem uma probabilidade matemática altíssima de ser eleito como o novo Presidente dos Estados Unidos. Trump parece não estar tão bem conectado ao “Zeitgeist” neste ano como em 2016. A pandemia de COVID-19 pode ter sido o evento mundano que veio a promover o desmoronamento de uma reeleição praticamente certa ao Partido Republicano. Nascido sob um eclipse, Donald Trump vive a vida surfando nas ondas mundanas de sorte e azar. O momento não é de sorte para ele. Mas, a despeito disso, a sua natividade é mais robusta que a de seu concorrente.
Se Joe Biden for eleito, provavelmente teremos um Presidente bem mais fraco em sua expressão e ações na Casa Branca. Muita resistência e dificuldades para promover e canalizar a sua agenda. A carta da próxima posse presidencial dos Estados Unidos deve ser analisada, em consonância com a natividade do Presidente eleito, para se realizar uma projeção fundamentada acerca do mandato presidencial que tem o seu início em 2021. Os dados ainda rodam, contudo.
sábado, 24 de outubro de 2020
Dignidade Celeste e Dignidade Terrestre - Sobre as Condições de Fortalecimento dos Planetas nas Cartas Astrológicas
Boa noite leitores! Convido todos
vocês para acompanhar e se inscreverem em meu canal no Youtube. Na
postagem de hoje, deixo o vídeo didático sobre as dignidades
celestes e terrestres dos planetas. Realizo as devidas ponderações
para mensurar o que de fato é mais importante quando da realização
da leitura de uma carta astrológica. Abraços a todos!



















